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 Blue Angel - Um reencontro com o destino

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Angel
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MensagemAssunto: Blue Angel - Um reencontro com o destino   Seg Out 22, 2007 1:35 pm

Olá!!! Bem meus grandes amigos lol vou colocar aqui uma historiazita um pedaçinho grandita Razz que já estou a fazer já lá vai dois anos. affraid Quase que nunca mais acabo porque sempre que faço apago de novo e volto a escrever lol. A história no geral tem muita acção, mistério, alguma comédia apesar de eu não ter jeito menhum para comédia. Sou só desgraças nas histórias lol E as vezes escrevo coisas bem violentas!!!
Mas passando á história senão nunca mais acabo. Também tem um pouco de fantasia coisa que eu adoro...e acho que é tudo. Por outro lado, o titulo é baseado numa personagem principal muito especial^^
Em breve talvez depois já tenha as personagens desenhadas e assim vão poder ver como são^^
Agora deixo a leitura para voces e o mais importante...espero que gostem^^
Primeira Parte
Capitulo 1 - A guerra

Vejo ruas manchadas de sangue
O cheiro é insuportável
Por onde me perdi!
Que lugar mais obscuro procuro na minha alma?
Hoje sei que perdi
Amanhã poderei voltar a ganhar
Se a morte nunca conseguir me apanhar.






De cigarro na mão, um velho homem observava um pequeno papel amarelo escrito com letras rigorosas. Ao seu lado em cima de uma mesa castanha de carvalho, estava um cinzeiro feito de mármore onde guardava as cinzas que a cada minuto caíam sobre ele. Com um sorriso e com um olhar frio caído por ele, observou o homem de ombros caídos que mantinha a testa colada ao vidro da janela alta. Estava com um ar muito aborrecido observando o imenso espaço de natureza. Era um lugar verdejante que se estendia até à linha do horizonte. A cidade ficava mesmo ao fundo onde o sol batia todas as manhãs pela primeira vez. Não havia dúvidas que o lugar mais parecia ter sido criado por anjos, do que uma simples mão do homem. Do céu conseguia-se ver muitas estrelas que mais pareciam que iam cair mesmo em cima de nós. No entanto, este lugar por mais belo também tinha as suas consequências. Marcas deixadas por várias guerras que decorreram durante os anos mancharam aquele lugar e só bastava afastar um bocado de terra para ver o quanto sofreu. Pousando o cigarro, levantou-se dirigindo para ao pé dele não tirando o sorriso do rosto.

-Há horas que estás aí! disse olhando o imenso espaço da janela.

-Não encontro nenhuma pista! Não sei onde estão! Podem estar algures, escondidos neste imenso espaço.

-E se parasses de pensar e ouvisses o que tenho para dizer?

Ele tirou a testa do vidro notando-se uma pequena mancha vermelha, olhando agora para o homem com um ar surpreendido.

-Pelo o que sei os teus desejos é acabar com esta farsa! Dirigiu-se para o cinzeiro tirando o cigarro e colocando na boca. – No entanto, estás tão cheio de raiva que não buscas a razão! Não conheces nenhum lugar onde possam estar???

-Eu já te disse que não sei, quantas vezes tirei de…! Nesse momento algo o fez lembrar e com a cabeça afirmava que sim constantemente. – Existe uma pequena cabana na orla da floresta, pertencia à bruxa da avó dela.

O outro homem afirmou com a cabeça dando um sorriso frio.

-Então manda-mos os nossos homens?

-Sim!





Longe dali por entre o mato verde onde os pássaros cantavam nas mais longas árvores que quase o sol não podia chegar, ficava uma cabana escondida dos olhares indesejáveis. Era feita de madeira muito escura em forma quadrangular com duas janelas e telhado com tela vermelha. Não era muito grande mas notava-se que era um lugar calmo e pacífico. O pequeno rio passava por ali sentindo-se o cheiro a terra molhada e um som agradável com a água a correr. Lá morava um casal cuja a sua mulher estava grávida sentada sobre a cama de lençóis brancos. Por entre todas as suas jóias, tinha o rosto ainda de uma criança detalho com leves pinturas. Os seus olhos eram verdes parecendo olhos de gato expressivos e intensos. O cabelo preto, liso e brilhante, descia pelas costas brancas mostrando graciosidade. Com um sorriso olhou para o marido que se dirigia para ela. Olhou nos seus olhos com ternura tocando no rosto até dar um beijo leve na bochecha que ficou vermelha. Ele tinha o cabelo castanho claro, todo desalinhado e olhos azuis de cor suave. De estatura muito alta, tinha estofo de um grande guerreiro mas também um aspecto de muito pobre pois a sua roupa de cor castanha e suja estava toda rasgada com alguns pontos remendados. No entanto, apesar de serem muito diferentes viviam felizes, longe da cidade. Ele saiu do lado dela, dirigindo-se à pequena lareira que ficava no canto da sala. Com a chama acesa, aquecia uma panela com água. Pegou numa toalha agarrando na panela até sem querer mexer com o braço derramando água em cima da mão.

-Auuu!!! Bolas!!! gritou num tom dolorido.

-Estás bem Yuri?! perguntou aflita.

-Sim não te preocupes! Queimou só um pouco.

Ela não deixava de observar a tristeza que já o acompanhava desde manhã e os olhos transbordavam de preocupação. Tudo o que fazia ou pegava, acabava num tremendo desastre, isso notava-se já no seu corpo quase ferido.

-O que tens? perguntou não deixando de ver a aflição no olhar.

-Não é nada!

-Sei que te sentes preocupado porque podem nos encontrar!

-E não é só isso! Tenho um mau pressentimento! disse ao colocar a mão na cara.

Nesse momento, sentiu um pequeno calor na outra mão ao mesmo tempo que algo pesava levemente nela. Abriu um pequeno orifício com os dedos onde estava o olho reparando o que era aquilo. Ela segurava a mão dele olhando-o com ternura para que não se preocupasse mais.

-Não te preocupes! Os deuses vão estar connosco, e não estamos sozinhos temo-nos um ao outro.

Ele sorriu acariciando o pequeno rosto dela e disse:

-Mousa…obrigado!

Ela também sorriu encostando a cabeça ao ombro dele. Poderiam passar horas assim contemplando a chama da lareira que aquecia os seus corpos frágeis daquele Inverno. Já se encontravam ali há uns meses desde que fugiram da cidade e desde então só têm a companhia um do outro.





As horas passavam, o dia dava lugar à noite e as temperaturas desciam drasticamente na floresta. Começavam as terríveis brisas de Inverno que percorriam cada centímetro de vida, atacando com os seus braços gélidos. Na cidade as pessoas caminhavam para as suas casas, olhando o céu, fechando logo de seguida as janelas. Tudo ficou num silêncio e poucos movimentos se ouvia, apenas os animais de rua continuavam activos.

No entanto nem tudo estava calmo, um grupo de soldados caminhava ferozmente pelas ruas, batendo com os seus pés chatos estalando o chão que tremia ao impacto. Vinham acompanhados pelo sargento Maya um oficial muito importante e braço direito do rei. Era um homem alto, muito musculado devido aos vários treinos que seguia dia a dia, os seus olhos eram pequenos de cor azuis. O cabelo era loiro encaracolado curto. Tinha uma grande cicatriz na face direita, devido a um grande encontro com um urso das montanhas.

Os seus factos eram de cor verde com um grande emblema em forma de cobra que parecia que afogava uma cruz no braço direito. Ao lado do sargento iam dois homens muito orgulhosos. Um era gordinho que mal cabia no seu fato elegante. Os olhos eram muito pequenos em forma de amêndoa de cor castanha. As bochechas eram gordas colocando a boca mais pequena que o normal. O outro era muito magro caminhado feliz com o seu fato e sua elegância. Os seus olhos eram castanhos e cabelo preto. Vinham a discutir pelo caminho já algum tempo. Para ninguém perceber, falavam muito baixinho acompanhando umas boas cotoveladas um no outro.

-Já te disse que como pessoa mais velha tenho todo o direito de ir ao lado do grande sargento Maya! respirou fundo o gordinho.

-Se ficas ao lado dele, ainda o matas com essa tua gordura toda, basta lhe caíres em cima! cruzou os braços impertinente magrinho.

-Idiota!!! Pensas que o consegues proteger!

-Claro!!! Já olhaste bem para este corpinho??? perguntou todo orgulhoso se esticando que nem um pau.

-Só estou a ver ossos!!! Olhou para o céu. – Vem uma rajada de vento e sais a voar!

Os dois não parando de discutir e se bater um ao outro, tinham se esquecido do que estavam ali a fazer. Sem repararem na cara de parvos que todos já começavam a fazer ao vê-los em guerra, bateram contra o sargento que não tinha notado aquela briga. Apanhado de surpresa, escorregou caindo numa poça de lama. Tudo ficou parado observando aquela cena e mesmo que alguns não tenham sido culpados, tremiam cheios de medo.

-Viste o que causam as tuas brigas!!! resmungou o gordinho.

-A culpa foi tua baleia!

-Repete lá isso!!!

O sargento levantou a cabeça, cuspindo a lama que lhe tinha entrado na boca.

Todos voltaram a parar olhando surpresos para ele.

-QUEM FOI O CULPADO DISTO??? gritou não contendo a mão em forma de punho para atacar o culpado.

Os outros guardas muito sossegadinhos andaram de bicos de pés até ao sargento cruzando os braços como forma de dizer que não tinham sido os culpados. Depois para protecção, apontaram para os dois que tinham ficado do outro lado.

-Foi este esqueleto estúpido!!! Apontou o gordinho.

-A culpa foi tua, saco de areia!!!

-Ah é…ah é?! E quem me empurrou??? Foi o divino e espírito santo não?!

-Ninguém tem culpa de seres gordo e desajeitado!

O sargento começou a perder a paciência. Encheu os pulmões de ar, abriu a boca e gritou bem alto que até nas montanhas se conseguiu ouvir.

-MEUS GRANDES IDIOTAS!!!

Pararam de discutir, olhando para ele surpreendidos.

-Vão ter um grande castigo por me desobedecerem! Vão ficar a lavar as casas de banho todos os dias durante um mês.

Os dois ficaram desanimados, fazendo uma cara de nojo e não se atreveram falar mais.

-Quase esqueci! disse o sargento voltando para trás. – São as casas de banho dos nossos prisioneiros. Vão ter muito trabalho pela frente!

Nesse momento, ouviram uma expulsão que vinha da cidade, fazendo tremer tudo. Mesmo no centro, saía um cobertor de fumo amarelo que se dirigia para a atmosfera. As pessoas começaram a fugir gritando desesperadas para encontrar um abrigo. Atrás da expulsão, um grupo de homens revestidos com peles de animais atacava. No rosto, mascaras feitas de cera para cobrir de forma a não serem reconhecidos, saltavam para cima das pessoas como macacos puxando os cabelos e as arrastando pela rua. Mais atrás, vinha um homem acompanhado por dois outros homens que o protegiam. Este homem tinha um grande véu na cabeça feito de penas de ave. Era de cor vermelho com uma risca azul-escuro que reluzia à luz. Tinha uma mascara no rosto em forma de urso e grandes pinturas nos braços e pernas, típico de um índio. Este era o chefe deles, controlando cada passo que o seu grupo dava.

-São eles! Depressa, procurem aqueles dois e levem-nos à presença do rei! disse o sargento entrado nas ruas para conseguir afastar aquele grupo.

Os outros guardas separaram-se e outros foram procurar o que o sargento havia mandando. Nesse grupo estava o magrinho e o gordinho ainda muito tristes só de pensar que iam lavar as casas de banho. Sem notarem, à frente deles apareceu um homem daquele grupo que estava a atacar a cidade. Para assusta-los, gritou bem alto fazendo escândalo com os braços. O gordinho levantou a cabeça muito deprimido, não se mexeu, ficou parado. O homem tentou outra vez a sua sorte, gritando mais uma vez mas sem sucesso, eles não

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MensagemAssunto: Re: Blue Angel - Um reencontro com o destino   Seg Out 22, 2007 1:37 pm

se mexiam mesmo.

-Só de pensar lavar as casas de banho! Lamentou tristemente o gordinho para o outro.

-Pois…e pensar que ia ter sossego!

O homem olhou para eles muito surpreendido e um tanto desiludido. Começou a fazer mais e mais barulho para ter um pouco de atenção mas eles não estavam interessados.

O gordinho olhou para baixo vendo que as casas estavam sendo todas destruídas por bolas de fogo. Nisso ele teve uma grande ideia. Procurou uma grande rocha, subiu com muita dificuldade, encheu os pulmões e gritou:

-Heiii…não se importam de destruir as casas de banho???

O magrinho quase rolou pela rua a baixo e o homem sentiu que nem uma pedra lhe cair em cima.

-Opa...estás doido ou quê??? Onde já se viu pedir aos nossos inimigos destruírem as casas de banho?!

-Diz lá se não é uma grande ideia?

-És capaz de ter razão! sorriu o magrinho todo feliz da vida.

-O que estão a fazer?

O capitão apareceu de braços cruzados fitando os dois desprezivelmente. Este já tinha uma certa idade, com os cabelos quase brancos e uma longa barba branca que chegava até à barriga. Os olhos eram pequeninos rodeados de rugas. Não eram olhos normais mas sim muito raros. Tinha um olho de cada cor. O da direita era roxo e o da esquerda verde. Naquele tempo, era muito raro ver pessoas com olhos daquela cor e como diz a lenda só os mágicos de grande puder os tinham. Vinham de uma linhagem desconhecida e muitos falavam que pertenciam ao grupo daqueles em que demónios se juntavam com anjos.

-Desculpe meu capitão! falaram em coro.

-O que o sargento mandou que fizessem? perguntou sempre com aquele ar arrogante.

Nenhum soube responder e muito envergonhados baixaram a cabeça perante o capitão.

-Não sabem pois não? Andaram preocupados com as casas de banho que se esqueceram do que tinham para fazer! O melhor é saírem da minha frente antes que vos enterre vivos aqui mesmo!

Os dois obedeceram correndo para junto dos outros. O capitão observou-os a ir embora, virando-se logo de seguida para alguém que estava mesmo atrás.

-Muito bem Brutos! Elogio o Sargento.

-Encontraram-no? perguntou ignorando o elogio.

-Sim! respondeu com um sorriso.

***




Yuri tinha sido apanhado de surpresa pela bomba. Com um braço direito ferido, tentava escapar das chamas. Já estava tremendamente chateado por deixar Mousa sozinha em casa mas teve de sair para comprar algumas coisas. Seria mais difícil correr com tantas pessoas a fugir por várias direcções. O fumo já começava a tapar a respiração e constantemente tossia fortemente. Sem saber como, alguém esbarrou contra ele fazendo com que caísse violentamente no chão. Yuri gritou de dor agarrando a ferida que começava a sangrar. Rebolou pelo chão de olhos fechados esperando que a dor passasse com aquele acto mas não tinha tempo para isso. Mousa estava sozinha e ela precisava da sua ajuda ainda mais naquele estado. Levantou-se com um grande esforço preparando-se para voltar a correr mas ao olhar para a frente, um grupo de homens olhavam já para ele. No meio apareceu o sargento Maya com o sorriso satisfeito estampado no rosto.

-Finalmente!!!

Yuri deu um passo atrás com muita dificuldade sempre agarrando a ferida que agora ainda lhe doía mais.

-O que querem? perguntou já muito fraco.

-Que pergunta Yuri!!! cruzou os braços. – Será que já te esqueceste que tiveste 12 meses desaparecido. Não é maravilhoso que foste encontrado?!

Yuri caiu de joelhos, tentou arranjar forças para voltar a se levantar e seguir caminho mas as forças já não eram muitas e o sangue que escorria pelo braço não parava. Não admirava que já não tivesse forças nenhumas nem para se levantar. Na sua mente, apenas o sorriso de Mousa o fazia melhorar e com aquela regra de a querer proteger não ia desistir facilmente. Fez força numa das pernas conseguindo se levantar e disse:

-Não vão conseguir me apanhar! disse com um sorriso de esperança e um tanto manhoso.

Mas essa esperança acabou quando sentiu uma forte pancada na cabeça. Imediatamente ficou inconsciente. Um dos guardas tinha dado com um pau mesmo na parte da nuca. Ele caiu perdendo a razão não voltando a acordar só depois de uns minutos.

***






Mousa sem saber o que estava a se passar, dormia profundamente. O seu rosto estava sereno e a respiração muito leve. Foi despertada por um bico de uma ave a bater no telhado. Levantou-se logo da cama com a respiração acelerada, dirigindo-se rapidamente para a janela ver o que se passava. Uma coruja de olhos amarelos olhava-a com tal espanto e intensidade movendo a cabeça várias vezes. As suas penas castanhas reluziam na noite e Mousa sentiu um arrepio. Ao olhar para a cidade, reparou na grande coluna de fogo que já cobria metade. Depressa se lembrou de Yuri que estava lá, o medo começou por se fazer sentir. Depois como se tivesse pressentido alguma coisa, correi para ir buscar algo que a pudesse proteger, escondendo-se logo de seguida por detrás da porta.

O gordinho e o magrinho vinham junto com os outros guardas. Já estavam perto da cabana e quando a conseguiram ver, gritaram de alegria. Os outros apenas ficam espantados pelos outros serem tão burros.

Um dos guardas deu um pontapé na porta, esta caiu soltando poeira. Lá dentro tudo estava escuro e apenas um pedaço de chamas na lareira ainda queimava madeira. Entraram muito devagarinho com os olhos sempre bem abertos esperando algum sinal de vida. Um deles olhou para a cama e reparou que algo estava lá deitado. Com o dedo fez sinal para os outros que se juntaram a ele. Pegou na espada cruzando-a entre os lençóis mas ninguém estava ali, apenas alguns almofadas escondidas. Mousa aproveitou a distracção deles, começando a correr até à porta, fugindo com sucesso.

-Corram!!! gritou um deles.

Os outros obedeceram começando a correr, só os outros dois não se mexeram.

Mousa corria com muita dificuldade, segurando a barriga que começava a lhe doer. Os seus pés descalços começavam a ficar com feridas devido ao chão queimado pelas chamas. Não sabia para onde devia fugir. Não sabia onde Yuri se encontrava. A ideia de ele poder estar morto era terrível de imaginar. Com lágrimas nos olhos tentou apressar mais o paço. Uma leve música surgiu nos seus ouvidos como que uma lembrança do passado em que estiveram juntos durante alguns meses. Foi o tempo em que sentiram que a guerra talvez tivesse acabado. Distraída, escorregou caindo em cima de algumas ervas secas e com a mão agarrou um pedaço de terra. A lembrança da canção era contagiante:



(música "You are my love" Tsubasa Chronicles)
Tu és o meu amor
Há um viajante
Com um olhar fixo amável
De quem com a bochecha, molha-se com chuva,
Cheirado de lágrimas
Musica nostálgica
Ecos no silêncio meu
Esqueci memórias
Vague mais ou menos
“Sonhando” está indo embora em bastidores pequenininhos,
O dois de nós ir ao lugar onde minhas memórias mentem,
Em algum lugar isso não pode desaparecer,
Cruzando o mar distante, o céu.
Brilho em mim
No escuro da noite
Eu quero te ver,
Com o teu
Olhar fixo amável…


Mousa levantou a cabeça e da sua mente a música surgiu nos seus lábios, soando como um abraço de coragem. As forças começaram a surgir e ela conseguiu pôr-se de pé. No entanto, a dor na barriga estava cada vez mais forte mas tinha muita força para continuar, voltando a correr o mais que podia.







Yuri recuperou a consciência já com os braços bem amarrados. Á sua frente, estava o sargento Maya com um sorriso falso nos lábios. Estava muito satisfeito por finalmente ter aprisionado quem eles procuravam algum tempo. Agora só faltava uma pessoa. Mousa a sua mulher.

Yuri ainda estava um bocado tonto pela pancada, e atrás da cabeça doía imenso. Tentou soltar as mãos que começavam a sangrar devido as cordas apertadas que arrancavam pele. Soltou um grito apertado pela dor. Depois sem saber como, alguém lhe deu um soco no lado esquerdo do rosto, fazendo com que caísse de costas no chão gelado. Um fio de sangue escorregou da sua boca negra.

-È bem feita para aprenderes!

Todos à sua volta, soltavam risos extravagantes que causavam terríveis pensamentos a Yuri. Estava muito preocupado pela Mousa, não sabia se ela tinha sido apanhada por eles. Tentou mais uma vez soltar as mãos prezas em quanto eles estavam distraídos. Mais uma vez sentiu outro soco agora no lado direito ainda mais forte que o outro.

-Estás a tentar fugir é? Gozou sargento Maya com prazer.

Yuri serrou os dentes fazendo um esforço enorme para não gritar e saltar para cima dele, esperando que o pudesse esganar ali mesmo.

-Onde está a Mousa? perguntou o sargento agora muito sério.

Yuri lhe lançou um olhar de raiva e respondeu:

-Mesmo que soubesse não te diria. Ou estavas à espera que falasse alguma coisa?!

Maya levantou o pé dando com ele na cara do Yuri. Este caiu violentamente ao chão, tossindo sangue.

-Seu idiota!!! Gritou. – Mesmo estando neste estado tão lastimável, ainda a queres proteger!

-Ela é e sempre será a pessoa que vou amar! E aqueles que amas nunca vais abandonar.

Maya soltou mais um riso extravagante que ecoou pela cidade quase em ruínas pelas chamas.

-És mesmo um grande idiota! Preferes morrer, morrer por ela. Que belo é o amor!

Todos os outros começaram a rir juntamente com o sargento Maya que estava cada vez mais feliz da vida. Depois agarrou nos seus cabelos o levantando.

-Vais provar as tuas próprias palavras de morte. Podes querer que desta vez não vais sair vivo para contares a história meu grande idiota!

Arrastaram-no pela estrada fora sem piedade.




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MensagemAssunto: Re: Blue Angel - Um reencontro com o destino   Seg Out 22, 2007 1:39 pm

E é tudo...espero que tenham gostado^^

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MensagemAssunto: Re: Blue Angel - Um reencontro com o destino   Sab Nov 03, 2007 3:20 pm

FANTASTICO!
adoreei , quando vem o segundo capitulo?
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MensagemAssunto: Re: Blue Angel - Um reencontro com o destino   

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